quarta-feira, 26 de julho de 2017

Grandes craques do futebol amador: Vini, técnica e liderança em campo.


Não podemos contar a história do futebol amador de Santa Cruz do Sul sem reverenciar um dos jogadores mais completos que jogou em nossos campeonatos: Vini.
Conheci Vini no início dos anos 90, quando ele começava a iniciar a brilhante carreira de sucesso no futebol de Santa Cruz e de toda a região dos vales do Rio Pardo e Taquari. Eu, ainda moleque, assistindo aos jogos do Flamengo do Arroio Grande e Vini, então soldado do exército, meia direita daquele que é considerado o melhor mengo de todos os tempos: o time campeão municipal de 1990.
Lembro que ficava admirado ao vê-lo executar todas as funções de um jogador completo: passes perfeitos, cabeceio fulminante, desarmes certeiros e chutes precisos. Tudo isso aliado a uma técnica acima da média e a uma raça que era o símbolo daquela equipe rubro-negra. Essas qualidades fizeram com que Vini conquistasse a titularidade naquele timaço e fizesse parte de um meio campo espetacular: Bolota, Zé Rodrigues, Vini e Amarildo. Era o guri no meio das feras. O resultado não poderia ser outro: Flamengo campeão num jogo histórico em Rio Pardinho. 
Ali, Vini começava uma trajetória impressionante pelos gramados da cidade e do interior. Somente no Campeonato Municipal, um dos mais difíceis e tradicionais de Santa Cruz, Vini chegou seis vezes a final e conquistou cinco títulos por quatro equipes diferentes. Um feito que poucos jogadores conseguiram na "época de ouro" do nosso futebol amador. No entanto, segundo o próprio Vini, aquele título de 1990 é especial, pois foi conquistado jogando pelo time do coração.
Nos campeonatos do SESI Vini também fez história comandando a Phillips Morris em sua fase mais vitoriosa , sendo um dos atletas que mais conquistaram títulos no futebol de campo do certame.
Conforme nosso craque, no amador foram mais de 50 títulos de futebol de campo, sem contar os campeonatos de futebol sete e futsal.
Segue alguns dos títulos mais importantes deste que é um dos jogadores mais vitoriosos do nosso futebol: 
Campeonatos do SESI:16 Municipais, 8 regionais, 4 estaduais e 2 Sul-brasileiros; 1 ACIVARP, 3 Citadinos,1 Regional, 5 Municipais de Santa Cruz, 1 Municipal de Venâncio, 1 Municipal de Sinimbu, 1 Municipal de Passo do Sobrado, 1 Regional ASLIVATA, 2 Taças Integração de Venâncio, 5 Títulos em Pantâno Grande.
É muita faixa!!
Jogando em verdadeiros esquadrões do futebol amador, Vini elegeu a equipe do Linha Sete de 1999, campeã municipal de Santa Cruz, como um dos melhor times em que jogou. O time base era o seguinte: Sono, Márcio, Édson, Pelé e Riva; Kiko, Duda, Élson e Alemão; Vini e Jefinho. Técnico: Nilsomar.
Um timaço!!
Apesar de jogar pouco tempo no futebol amador de Santa Cruz ( antes de morar em Sta Maria), tive a oportunidade de jogar com Vini no Flamengo, do Arroio Grande, no ano de 2002. Ali pude conferir de perto todas as qualidades desse craque de nosso futebol: jogador muito técnico e com uma liderança impressionante, que ditava nosso ritmo em campo. Além disso, um cara "gente boa" e humilde, que, com sua experiência, ensinou muito futebol para todos nós, mais jovens. 
Infelizmente, apesar de ter a melhor equipe, perdemos a final do citadino naquele ano. Coisas do futebol. Mas as recordações daquele campeonato ficaram na memória, pois, ver de perto o grande Vini e toda sua categoria é algo que poucos sortudos tiveram o privilégio ao longo dos anos.
É por essas façanhas que Vini entrou pra história do futebol amador de Santa Cruz do Sul...

Juventude, bicampeão de Monte Alverne em 1999.


O blog Futebol na Santinha apresenta um registro do timaço do Juventude de Vila Monte Alverne, bicampeão do Departamento Monte Alverne em 1999.
Um ano após conquistar seu primeiro título diante do Bangu, o Juventude venceria o São José por 2x0 para ganhar seu segundo campeonato e se consolidar como uma das forças do Departamento Monte Alverne. O time que jogou a finalíssima foi o seguinte: Vilson, Cascão, André, Emerson e Lucas Babu; Enar, Ivan, Chinês (Ademir) e Redondo; Nilson e Joselito (Leandro). Técnico: Mário Trevisan.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Grandes técnicos do amador: Paulo Machado,o mestre do Arroio Grande


Nosso blog apresenta uma foto que é a síntese do que representou Paulo Machado para os torcedores do Flamengo do Arroio Grande: um mestre que deve ser reverenciado.
A imagem é um registro da final do Municipal de 1990, quando o Flamengo conquistou o título diante do Rio Pardinho fora de casa. A maior façanha da história do clube.
Paulo Machado é um cara de boa conversa. Ainda hoje é comum encontrá-lo no ginásio do Flamengo acompanhando os jogos durante a noite. Aposentou-se do futebol, como ele mesmo fala.
Mas quando estava na ativa Paulo Machado era um mestre para montar grandes times, sobretudo do Flamengo, seu clube do coração, onde foi treinador por vários anos. Além do Flamengo, Paulo treinou o extinto Botafogo, do Arroio Grande, o Excelsior ( campeão do SESI), Sinimbu, Industrial, Unidos e outros. Além disso, Paulo Machado treinou a equipe de juniores do FC Santa Cruz no início dos anos 90, lançando vários jogadores para o time principal do galo.
Por tudo o que fez pelo futebol amador, Paulo Machado merece ser lembrado como um dos grandes personagens do esporte de Santa Cruz do Sul.

Do arco da velha: Lindolfo Collor, anos 80


O blog Futebolnasantinha apresenta uma foto da equipe do Lindolfo Collor dos anos 80. O time era uma das equipes participantes do Campeonato Citadino na época.

1º título da equipe do Juventude no Dep. Monte Alverne


    Nosso blog apresenta um registro da equipe do Juventude de Linha Monte Alverne no ano de 1998, quando conquistou pela primeira vez o título do Departamento de Monte Alverne.
Após anos de espera, o time treinado por Mário Trevisan conquistou de forma invicta seu primeiro título, vencendo na finalíssima a equipe do Bangu, de Linha Brasil, por 1x0, após empate sem gols no primeiro jogo.
  O time do Juventude tinha a seguinte formação: Vilson, Félix, Oli, Betinho e Ildo; Enar, Neu (Milico) e Lúvio; Fernando, Quinho e Zé (Vando).

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Equipe do Linha Santa Cruz no ano de 1999.


   Apresentamos mais um grande time do Linha Santa Cruz. Essa equipe foi semifinalista do Cinturão Verde no ano de 1999. O time-base era o seguinte: PG, Ivan , Geison (Décio), Rogério Wartchow e Amarildo; Leco, Lotário, Daniel (Fabiano) e Sabiá; Alex e Elias. Um timaço treinado por Paulo Hickmann.

Do arco da velha: Santo Antônio em 1994.


  O blog futebolnasantinha apresenta uma foto da equipe do Santo Antônio do ano de 1994. A extinta equipe da Vila Nova foi uma das grandes forças do futebol de Santa Cruz no início dos anos 90 ( foi campeã municipal em 1991). O time-base em 1994 era o seguinte: Gilnei, Flávio, Rudinho, Roni e Schera; João Carlos, André e Alex; Valdecir, Gonçalino e Paulinho.
  Um grande time !!

São José, campeão de Monte Alverne em 1995


  No ano de 1995 o São José conquistou o bicampeonato  do Departamento Monte Alverne ao vencer o Bangu por 3x1 na final. Naquele ano, o zequinha revelou para os gramados de Santa Cruz um moleque bom de bola e com faro de artilheiro: Alex Keller . Com apenas 17 anos, o futuro goleador dos gramados do interior já fazia sua estréia em decisões deixando sua marca.
  O time-base do São José era o seguinte: Vilson, Jairo, Nati, Jair e Elstor; Nestor, Astor e Donário; Alex ( Dirceu), Leandro ( Fritz) e Clonir. O técnico era Eroni Zappe.

Homenagem ao E.C. Rio Pardinho, pela passagem do 76º aniversário



  Apresentamos outra foto histórica: a "equipe de ouro" do Rio Pardinho.
 Em virtude da passagem de seu 76º aniversário, o E.C. Rio Pardinho recebe esta homenagem de nosso blog.
 A "equipe de ouro", formada no ano de 1959, foi considerada a melhor formação da história do E.C. Rio Pardinho, pois naquele ano sagrou-se campeã invicta do interior e conquistou mais cinco torneios oficiais na temporada, além do vice-campeonato municipal. Foram 23 jogos, com 15 vitórias, 5 empates e apenas 3 derrotas. O artilheiro da equipe foi o craque Zezinho ( maior artilheiro da história do clube) com 41 gols.
 O time -base era o seguinte: Fogo, Schimidt, Cláudio, Loli e Taio; Snoocky, Peron e Zezinho; Tica, Egon e Claudino. Ainda atuaram pela equipe os atletas Mole, Darci, Zingler, Dilo e Jacaré.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Grandes craques do futebol amador: Alex Keller, o temido goleador.


  O futebol amador de Santa Cruz do Sul sempre se notabilizou por revelar grandes craques nas mais variadas posições; de goleiros espetaculares até o mais endiabrado "ponta esquerda". No entanto, como não poderia deixar de ser, é no comando de ataque que nosso futebol revelou alguns dos maiores jogadores de nossa história.
  Entre esses "matadores", ainda nos anos 90, surgiu em Monte Alverne um moleque com pinta de surfista que acabou tornando-se um dos atacantes mais temidos do nosso futebol amador: Alex Keller.
  Jogador com uma técnica acima da média e uma frieza espantosa, Alex apareceu em grande estilo: fazendo gols na decisão do Departamento Monte Alverne em 1995, quando o São José, time do nosso craque, conquistou o título.
  Detalhe; Alex tinha pouco mais de 17 anos...
  Começava ali a brilhante carreira de um dos maiores goleadores que já surgiram no futebol amador dos vales do Rio Pardo e Taquari. ( Alex também fez história nos campeonatos da Aslivata e em Venâncio Aires).
  Artilheiro por onde passou, Alex acumulou títulos e troféus de goleador nos campeonatos amadores da região.
 Mas, é em Santa Cruz do Sul que surgiu a fama de matador, e fez com que inúmeros clubes disputassem palmo a palmo a contratação desse grande craque.
  Tive a oportunidade ( e a sorte!) de jogar com Alex no Flamengo do Arroio Grande, no ano de 2002, quando o rubro negro montou um grande time pra disputa do citadino, no entanto, acabamos com o vice- campeonato. Naquele ano pude conferir de perto todas as qualidades que fizeram de Alex um dos mais temidos atacantes de nosso futebol amador; técnica, habilidade e ótima finalização. Além de um oportunismo impressionante.
  Conforme o próprio Alex Keller, foram mais de 50 clubes nos quais jogou, mas é o São José de Monte Alverne aquele pelo qual o artilheiro tem um carinho especial. Oriundo da localidade, Alex considera o zequinha seu clube do coração.
 Quanto a melhor equipe em que atuou durante esses anos, nosso goleador revela ser muito difícil escolher apenas uma, pois, na verdade, Alex integrou verdadeiros esquadrões do futebol amador: o próprio São José, bi-campeão municipal (2003/2004) e o timaço do Linha Santa Cruz, bi da LIFASC (2014/2015). Jogou também em dois grandes times do SESI; a Souza Cruz dos anos 90 e a Phillips Morris dos anos 2000. Tarefa realmente difícil.
No entanto, Alex cita uma verdadeira constelação de craques do futebol amador que foi montada pelo Juventude de Vila Arlindo, campeão da Aslivata em 2003, como talvez o grande time em que jogou: Oneide, Jairzinho, Clécio, Marcos Rivelino e Luciano (Marlon); Eldor, Kiko(Vini), Elson e Jairo Peiter (Sabiá); Rodrigo Lameira (Toquinho) e Alex.
Um timaço!!
  Em relação a coleção de troféus e títulos, a história não poderia deixar de ser diferente; Alex Keller contabiliza mais de 60 títulos. Um fenômeno!
  Entre os títulos mais importantes, nosso craque destaca os seguintes: 4 campeonatos de Monte Alverne, 1 Cinturão Verde, 3 Lifasc, 1 Municipal de Teutônia, 1 Municipal de Sinimbu,1 Municipal de Boqueirão,2 Municipais de Vera Cruz, 2 Municipais de Bom Retiro, 4 Municipais de Santa Cruz, 6 Municipais de Venâncio Aires, 4 regionais da Aslivata, 2 regionais do Vale do Rio Pardo, além dos títulos do SESI: 9 municipais,5 regionais, 1 estadual e 1 Sul-brasileiro.
  É muita faixa !!

  Assim, pela riquíssima trajetória nos campos de Santa Cruz do Sul e região, Alex Keller tornou-se um dos jogadores mais importantes do nosso futebol, e faz parte de um seleto grupo de atletas: aqueles que fazem parte da história do nosso futebol amador.












sexta-feira, 24 de junho de 2016

São José, campeão do Dep. Monte Alverne em 1999.


  No ano de 1999, o São José recuperou a hegemonia do Departamento Monte Alverne, título que havia sido conquistado pelo Juventude no ano anterior.
  Na final, uma vitória de 2x0 sobre o bom time do Saraiva.
  A equipe treinada por Jorne conquistou o título com a seguinte escalação: Rodrigo, Jairo, Nati, Jair e Ica; Enar, Romeu, Marcelo e Clonir (Betinho); Jairzinho e Alex (Elstor).

Linha Santa Cruz, campeã do Cinturão Verde em 2000.


  No ano de 2000, o Linha Santa Cruz reconquistou o título do Cinturão Verde após quatro anos.   Para conseguir essa façanha, a diretoria montou uma verdadeira seleção do futebol amador, que não deixou "pedra sobre pedra" nos confrontos com os adversários. Na final, massacrou o grande time do Seival por 4x0 no segundo jogo,após um empate em 3x3 na primeira partida.
 Esse grande esquadrão, treinado por Nilsomar Schoreder, tinha a seguinte escalação: PG, Marquinhos, Roxo, Dárley e Luciano; Fabiano, Eldor, Élson e Daniel (Traíra); Valdir (Sandro) e Alex Keller. 

Grandes times do SESI: Philip Morris, campeão Sul- Brasileiro em 2000


  Nosso blog apresenta outro grande time que fez história nos campeonatos do SESI: Philip Morris, campeão Sul-Brasileiro no ano de 2000.
 A base dessa equipe surgiu ainda em meados da década de noventa e, ao longo dos anos, se fortaleceu tornando-se quase imbatível no início dos anos dois mil.
  O time era o seguinte: Filé, Róbson (Toninho), Luciano, Jaime e Bingo; Alien, Duda, Vini e Élson; Porquinho e Alex Keller. O técnico era Sílvio Schuster.
  Um verdadeiro esquadrão...

terça-feira, 17 de maio de 2016

Do Arco da velha: E.C.Minuano 1993


Nosso blog apresenta uma foto do E.C. Minuano, que no início dos anos 90 chegou a ser campeão do Citadino. O registro é do ano de 1993. O time base era o seguinte: Geovane, Ti, Milton, Tim e Alemão; Bozó, Daniel e Garrincha; Leoncio, Vilson e Cezinha.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Grandes craques do futebol amador: Rogério Cabeça, o grande capitão.



   Rogério Karls nasceu em Santa Cruz, é um dos mais novos entre os nove irmãos da família Karls, duas mulheres e sete homens. Uma característica familiar chama a atenção e, também, explica o sucesso que Rogério teve nos gramados: todos os sete irmãos jogaram futebol.
  No entanto, o craque da família sempre foi Rogério, que generosamente ganhou o apelido de "Cabeça", coisa que ninguém escapa quando se aventura no mundo do futebol....
  Rogério Cabeça foi um daqueles craques que enriqueceram a história do nosso futebol amador, aliás, não só do amador, como do futebol da cidade de Santa Cruz do Sul, pois, antes de pisar nos gramados do interior, Rogério fez história vestindo a camisa do FC Santa Cruz,  EC Avenida, Caxias e de outros clubes profissionais.
  Rogério Cabeça é "apenas" o maior artilheiro da história do Avenida, com quase cem gols marcados. É, também, um dos goleadores do clássico Ave-cruz, partida em que sempre foi o grande destaque.
  Dos tempos de Caxias, Rogério faz questão de mostrar aos amigos uma foto com um ex-companheiro de time: Tite, técnico multi-campeão pelo Corinthians.
  No futebol amador, Rogério Cabeça fez história disputando quatro finais seguidas do campeonato municipal de Santa Cruz (1992/1993/1994/1995), todas como capitão. Venceu três: em 1992 com o Rio Pardinho, em 1993 com o Irmãos Coragem e, em 1995 com o Castro Alves.
  Além desses títulos, Rogério Cabeça ainda ganhou mais dois municipais, 3 citadinos e inúmeros campeonatos em Vale do Sol, Candelária, Sinimbu, Monte Alverne e Vera Cruz.
  Quanto ao time do coração no futebol amador, Rogério destaca dois em especial: o Castro Alves e o Flamengo do Arroio Grande.
  Rogério Cabeça fez parte de grandes esquadrões do futebol santa-cruzense; Irmãos Coragem, Castro Alves, Flamengo, Sinimbu, etc., no entanto, o melhor time em que jogou foi o extinto São José, da rua São José, em Santa Cruz: Mauro, Cabo, Xereco, Chicão e Zé; Ito, Carlos Nopes e Rogério; Laia, Dumoio e Xairão. Um timaço que jogou "o fino" do futebol nos anos 70, segundo o próprio Rogério.
  Alguns ex-companheiros foram unânimes em relatar que Rogério Cabeça foi o grande capitão com o qual tiveram a oportunidade de jogar. " O Cabeça era um cara impressionante. Tinha uma técnica e uma habilidade incomum e, além disso, sabia comandar o time. Jogava tranquilo enquanto o jogo pegava fogo", resume um ex-parceiro de time.
  Características que fizeram de Rogério Cabeça um dos maiores craques que já pisaram nos gramados do futebol amador....
   E, também, o fizeram entrar para a história do futebol de Santa Cruz do Sul.